segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

3rd date = Sex

Infelizmente, esta fórmula americana não está em vigor no nosso país. No entanto, mesmo que estivesse, não acho ainda que seja suficientemente avançada para os dias que correm, pelo menos para os meus dias. É que, para mal dos meus pecados, os três dates têm de ser com a mesma pessoa. Uma coisa vos garanto: se assim não fosse, a terceira gaja a sair comigo em 2009 ia ficar como uma castanha. Assada.

domingo, 27 de Dezembro de 2009

A fivela interior da mala do portátil...

...está lá para alguma coisa. Se pensarmos bem, ao não utilizarmos cinto nas calças, a probabilidade das calças caírem e de nos olharem para as cuecas é maior. Portanto, ao ter-me lembrado da fivela, consegui que apenas a papelada toda, canetas e cds caíssem no meio do chão de um dos meus locais de trabalho, enquanto 3 gajas atrás de secretárias olhavam embasbacadas para a minha figura. Bem, ao menos olharam com interesse, para variar. Imagino o que seria se o portátil também tivesse caído ao chão. No mínimo, lubrificavam o pipi.

Ajudar é que está quieto. Ser rameira é ter uma pen caída ao lado da perna da cadeira e não mexer nem um dedito para a apanhar. Eu nem estava preocupado a ver se não tinha perdido nenhum documento nem nada. É que podiam fingir, ao menos. Não admira que no sector da galderice também haja crise. Não é por falta de tesão dos clientes, é mais por excesso de concorrência. Há mesmo putas em todo o lado.

Para cúmulo, nesse dia tinha vestido o mesmo casaco que tinha levado a um jantar de natal de amigos na semana anterior. Quando devolvi a chave das instalações, já que não havia mais nenhuma cópia e eu tão cedo não ia precisar, ela estava presa à minha prenda de natal do amigo secreto do dito jantar, aquele mesmo em que eu era para ter levado embrulhado um caralho das caldas. À conta das minhas piadas na troca de emails combinando o jantar, tive direito a um presente especial. Era suposto a festa ser temática e todos levarem uma peça de roupa vermelha, que poderia estar à vista ou não, mas que teria de ser mostrada. Eu apenas me limitei a dizer que, se fossem ao jantar gajas comestíveis, eu teria de certeza uma coisinha vermelhita para mostrar no final da noite. E pronto, o tal presente especial foi uma tanga vermelha com pelo branco à volta, que tive de vestir durante 10 segundos por cima das calças para não me acusarem de estragar a piadola. Já agora, a todos os que na altura se riram, vão mas é pró caralho, minhas caganitas de coelho. Escusado será dizer que, no ano que vem, escusam de me convidar. Eu irei lá aparecer, mas apenas para deixar um saco do Lidl cheio de merda a arder à porta do apartamento.

Recapitulando, para quem tem dificuldades de concentração ou não tem queda para detective, quando fui tirar a chave do bolso para entregar à directora, vêm as cuecas vermelhas presas no porta chaves e caem ao chão, no meio do gabinete. Até àquele dia, nunca a tinha visto mais do que sorrir. Pois, até àquele dia. E eu, um gajo que tirou um curso superior, apenas fui capaz de balbuciar "Ora, isto são só restos de natal do fim de semana passado". Restos de natal do fim de semana passado. Se apontarem uma lanterna potente ao meu ouvido esquerdo, quem olhar fixamente pelo direito vai ficar com o clarão marcado na menina dos olhos durante uns cinco minutos.

Quem demorou mais de vinte segundos a perceber o sentido da última frase também vai pelo mesmo caminho. Sim, tu também, minha besta. É que era só agarrar na pen e pôr em cima da mesa.

sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

O meu Natal alternativo

Eu gostava muito do Natal quando tinha 6 anos. Agora cresci e sei que é uma merda do caralho. Só quem ainda come papa Cerelac ao pequeno almoço é que ainda não está numa fase de chegar a esse tipo de conclusões.

Ai o amor e a fraternidade e aqueles que mais precisam e a alegria e bitoque de porco bem passado. O que eu gostava era de inventar uma festa alternativa a esta chachada toda. Podia-se chamar o Nafoda-se. Feliz Nafoda-se para si e para os seus. Em vez de prendas davam-se chutos no cu. Poupava-se dinheiro em coisas que não servem para nada, tempo para os comprar, e a intenção, em vários casos, acabava por ser a mesma.

De repente toda a gente se conhece e deseja Boas Festas uns aos outros, com aquele sorrisinho de sete e quinhentos, como se alguém estivesse interessado em saber se o Bôda passa um Natal feliz ou não. Isso, perguntem quem é o Bôda, que ainda há muita gente que não o conhece. As pessoas querem é saber de si, e se o subsídio de Natal ainda chega para comprar vinho para a passagem de ano, para ajudar a esquecer 2009.

Seja como for, a receber uma prenda no Natal, queria que fosse uma casa em meu nome. Assim, quando a gaja que a partilhasse comigo me viesse dizer que as coisas não estavam a correr bem e que precisavamos de falar, a resposta ficava simplificada. Ou era para falar da época que o Sporting anda a fazer, e aí concordo que precisamos de falar, ou então bem pode é pegar nas merdas dela, sair porta fora e ir chatear a cabeça a outro. E, já agora, um Feliz Nafoda-se.

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Como é que se compra...

... um caralho das Caldas, especialmente se tivermos em conta que é um gajo a comprar? Queria comprar um pequenino, daqueles de lapela, por causa da prenda do amigo secreto num jantar (é melhor escolher um lugar estratégico perto das prendas, não vá ele calhar a um gajo), mas a abordagem não está estudada. Não vou lá chegar e pedir um caralho. Era um caralho pequenino para por ao peito, faz favor. Pode ser aquele ali, embrulhadinho. Também não vou pedir um pénis. Pénis é pior que caralho. Soa mal que se farta. E então? Pirilau? Verga? Narso? São Bernardo? Tomar uma decisão destas sozinho é fodido comó caralho.

Se eu tivesse mesmo a certeza que a prenda ia calhar a uma gaja boa (já que não conheço metade das pessoas que vão ao jantar, provavelmente), até lhe dava o meu, mas como puseram a fasquia do valor máximo nos 5 euros...

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Iludidos

Confesso que sou espectador assíduo dos Ídolos (ou Iludidos, como gosto de chamar). Sou capaz de perder a bola só para ficar a ver as cantorias daquela mocidade toda. Tudo bem que metade da piada já passou, mas mesmo assim não sou pessoa para desistir das coisas nas quais já investi bastante tempo. Por isso, lá vou vendo as cantorias ao domingo.

Há apenas uma coisa que me entristece no meio disto tudo, especialmente comparando com as versões dos anos anteriores. É que se havia altura boa para concorrer, era na edição deste ano. Nunca vi outro sítio com um rácio de Gajas Boas/Rabetas a tender tanto para 1.

A minha estratégia era esperar que as boas fossem sendo eliminadas, eu ser também, e estar lá para as confortar. Sempre tive mais sucesso ao pé de gajas com baixa autoestima.

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Portugal de olhos em bico

Sou um grande fã de muita coisa que vem do Japão. Não falo apenas da tecnologia, mas também da maluquice em geral. Se pudesse escolher uma cultura para conhecer, seria sem dúvida a japonesa. Nem que seja em cinzas, espero ir lá um dia.

Portanto, assim que soube que o programa "Portugal de olhos em bico" ia estrear na televisão portuguesa, fiquei logo com a pulga atrás da orelha, não pelo programa em si, mas porque sempre que oiço a palavra bico, sinto um arrepio na espinha. Nem é bem na espinha.

Aquele tipo de programa (tipo, porque isto que estreou cá é apenas um sucedâneo), faz muito sentido no contexto daquele povo. Já connosco, fica apenas aquele sentimento de vergonhinha alheia. Somos péssimos a imitar os outros, mas insistimos quase sempre em não tentar criar os nossos próprios conceitos. Isto é tão válido para as cópias de programas japoneses, como para as telenovelas brasileiras, concursos americanos ou telejornais dos países desenvolvidos e civilizados.

Com sorte, nunca deixaremos de ter Portugal, olhos e bicos. Tudo na mesma frase é que não parece ter grande resultado. Seja como for, se só se puder preservar um dos três vocábulos, que seja o bico. Porque esse, é universal.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Não aguento mais.

Ele é "valha-me deus", é "valha-me cristo", é "deus me ajude". Já não posso mais com esta lengalenga. É em casa, é na rua, é no restaurante, é na tabacaria. Raio da frase tá na boca de qualquer pessoa. O que me irrita mais é que metade das pessoas não o diz por reflexo, mas por acreditar que muda alguma coisa.

Até eu sei que um dos mandamentos é não invocar o nome de (inserir aqui o nome de um dos pandas kung fu por quem o povo mais chama) em vão e não acredito em nada dessas merdas. Se existisse deus, era o primeiro a dizer "cala-te, foda-se que já não te posso ouvir".

Aliás, se andar a chamar por este e por aquele fizesse alguma diferença nas tarefas que temos a desempenhar, o que não faltaria por aí seria mulheres (e mais homens do que possam imaginar) a exclamar "caralhos ma fodam! caralhos ma fodam!".



PS: e assim, com picuinhices se prolonga o mau-humor que me tem mantido afastado da net. Graças a deus que não há mal que sempre dure.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

De vez em quando...

... não faz mal nenhum cedermos a passagem a outro condutor. Tinha acabado de chegar à cidade; ela esperava, pouco pacientemente, com o pisca ligado. Como sabia que era difícil virar para aquele lado, vindo daquela rua, parei e fiz-lhe sinal. Acelerou, levou a mão à boca e mandou-me um beijo. Já há demasiado tempo que não via aquele gesto.

Ou me confundiu com alguém ou gosta de Hondas.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

DJs

O cenário era um qualquer programa de televisão num qualquer canal de cabo. O chavão era o do costume - "ah quando eu vou tocar e isso".

Vamos lá esclarecer uma coisa: vocês passam música, ou o verbo que quiserem chamar, menos tocar. Vocês não tocam. Nunca tocaram nem nunca vão tocar. No máximo dos máximos tocam ao bicho e já é uma sorte.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Legen... wait for it... dary

"Are you nuts? That would involve me speaking to a woman I already had sex with, which frankly is a little bit like changing the oil in a rental car."

Barney Stinson in How I Met Your Mother